Porto de Santos ganha apoio da Alesp para obra do túnel Santos-Guarujá

Anderson Pomini, presidente da APS, prometeu entregar obra finalizada até 2029, com investimento estimado em R$ 5,4 bi.


No Lançamento da Frente Parlamentar da Ligação Seca (FPLS), o Túnel Santos-Guarujá, na manhã desta terça-feira (12/12), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, apresentou cronograma do túnel, com lançamento do edital em 2024, início da obra em 2025 e conclusão entre 2028/2029. O presidente lembrou que o cronograma pode receber ajustes a partir da participação do Governo do Estado. O investimento estimado é de R$ 5,4 bilhões.

Todos os deputados que prestigiaram o evento apoiaram a obra do túnel, independentemente da posição ideológica do partido ao qual pertencem. O deputado Luiz Teixeira (PT) pegou na mão do deputado Tomé Abduch (PL) e bradou: “Esquerda e direita juntas em apoio ao túnel Santos-Guarujá, uma obra para o bem de São Paulo e do Brasil”.

Pomini enalteceu a vontade de participação do Governo do Estado no túnel. E também pediu ao Estado nova pista de acesso Planalto-Baixada, uma vez que a Via Anchieta, inaugurada em 1947, ainda é hoje a única que permite a descida de caminhões, que representam perto de 70% do modal que traz cargas ao Porto de Santos.

Em 1947, o Porto de Santos movimentava 4 milhões de toneladas/ano. Hoje, Porto movimenta 164 milhões de toneladas/ano. E a única forma do caminhão descer é a faixa de direita da Anchieta. “É urgente uma nova pista Planalto-Baixada. A Via Anchieta está definitivamente saturada para os caminhões”, afirmou o presidente da APS.

Participaram do evento, comandado pelo deputado Tomé Abduch, os deputados estaduais Caio França, Luiz Fernando Teixeira, Ricardo Madalena, Tenente Coimbra, Edna Macedo, Tenente Nascimento, Paulo Correa, Paulo Mansur, o secretário de Parcerias e Investimentos do Estado de São Paulo, André Isper, secretários municipais de Guarujá, entre outras autoridades.

Ainda na Alesp, o presidente Pomini falou também sobre o Parque Valongo, os investimentos em zeladoria, a relação Porto-Cidades, dragagem, perimetrais, expansão das atividades portuárias e relocação para conjuntos habitacionais de famílias que vivem em palafitas na margem esquerda. Anderson Pomini enumerou os benefícios decorrentes do túnel, como a redução da poluição ambiental, mais segurança às 80 mil pessoas que cruzam o canal do Porto diariamente, melhor desempenho das operações portuárias, entre outras.

Redação

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