Procura por terceirização de serviços profissionais cresce no interior de São Paulo

Necessidade cada vez maior de especialização atraíram empresas para a terceirização nas áreas nas áreas contábil, fiscal, financeira e trabalhista.


Diante de um cenário ainda desafiador, muitas companhias com sede no interior de São Paulo vêm adotando o chamado BPO (Business Process Outsourcing) para otimizar processos e concentrar esforços na retomada. A sigla é utilizada para se referir à transferência da execução de serviços das áreas contábil, fiscal, financeira e trabalhista a uma empresa especializada, que detém a infraestrutura, o know-how e colaboradores capacitados especificamente para esta atuação (e atualizados constantemente).

Dados do Grupo IRKO, boutique de serviços profissionais que atua há 65 anos neste mercado, mostram a dimensão desse crescimento. Desde a abertura do escritório em Campinas, em meados de 2019, o escritório já cresceu 120%. Para este ano, a expectativa é de um aumento de 25% no faturamento.

“O objetivo do Business Process Outsourcing é proporcionar tranquilidade nas atividades sob sua responsabilidade, para que os gestores das empresas foquem seus esforços no seu core business (atividades-fim). Na pandemia, notamos um grande movimento de busca por esses serviços. E isso está mais presente do que nunca, em um momento em que a retomada contida demandará o máximo de atenção das diversas lideranças em suas tomadas de decisões”, afirma Sandro Parreira, sócio do Grupo IRKO responsável pelas operações no interior de São Paulo.

De acordo com ele, a região tem uma especificidade grande, que é a grande presença de empresas multinacionais. Essas empresas, diz, buscam um serviço de alta qualidade, com atendimento personalizado e que lhes permita ter estruturas mais enxutas e eficientes – e são maioria entre os clientes da IRKO Campinas.

“O trabalho que fazemos tem relação direta com atividades essenciais para as empresas. Não é porque enfrentamos uma pandemia que elas deixaram de fazer contabilidade, entregar obrigações acessórias, apurar tributos etc. Por isso, nosso trabalho não diminuiu no período”, afirma.

“As demandas, aliás, aumentaram muito, com uma nova legislação trabalhista, incentivos fiscais para ajudar as empresas a sobreviverem na época da pandemia e a necessidade dos gestores de enxergar seus balanços em detalhes para fazer uma gestão melhor de seus recursos em um momento de incertezas.”

Ainda que a terceirização de serviços profissionais seja uma tendência que ganha espaço anualmente no país, dados mostram que o índice de BPO no mercado nacional ainda é baixo. Segundo a ABRAPSA, associação que reúne as empresas do setor, a estimativa é que ele não atinja sequer 20% – o que significa que há bastante espaço para o crescimento do segmento nos próximos anos.

E Sandro Parreira aposta na continuidade dessa expansão nos próximos anos. “O BPO traz tranquilidade às empresas em departamentos com os quais elas têm mais dificuldade de lidar – contábil, fiscal, financeiro e de pessoal. Manter essas áreas internamente é caro e desgastante, e inclui ainda o risco de perdas financeiras decorrentes de multas e sanções diversas por parte dos órgãos fiscalizadores”, diz.

“Estou certo de que a terceirização está apenas no início de um processo sustentável de crescimento, apoiado por um perfil cada vez mais consultivo de profissionais da área e pela inovação tecnológica.”

Redação

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